segunda-feira, 28 de julho de 2014

TU ÉS PARTE DE MIM!



Tu e Eu,
Eis-me aqui
Só para ti.
Olho á tua volta
Aprecio a tua beleza,
Fecho os olhos
Imagino-te a sorrir,
Sei que não és só minha

Mesmo assim, encantas-me!
Recebes-me com carinho
E a todos que te maltratam.
Sinto-me só,
Quando não estou contigo!
Sempre que posso
Corro para junto de ti,
Quando não posso
A necessidade fala mais alto.
Falo contigo e tu…
Tu dás-me palavras mudas,
Sinto a fragrância do teu corpo,
Depois de me saciar em ti,
Regresso ao mundo da solidão.
Vou continuar a conversar contigo
Mesmo sabendo…
Que a natureza não fala
Mas sente!!! 

 
 
 


domingo, 6 de julho de 2014

RAFEIRO!






Corro atrás das gatas
Minha cama é um palheiro
Sou um ilustre  vira latas
Sou um cão puro rafeiro!
As cadelas da minha rua
São como fornos em chama
A
mais bela despe-se nua
E dorme debaixo da cama.
Pela manha põe-se de pé
Dá-me fruta sem caroço
Em vez do bom café
Atira-me carne sem osso.
Tenho uma risca no peito
Que me faz muito charmoso
Sou um cão de respeito
Que elas dizem ser gostoso
O dia vai continuar
Eu caminho em quatro patas
Se nada tiver para almoçar
Tenho que mastigar umas gatas
Gatas e cadelas obsoletas
São lindas como as flores
Põem-me andar de muletas
São umas queridas uns amores
Se continuar assim
Largo a pele por inteiro
Vou ter o mesmo fim
Que tem qualquer rafeiro
 
 











 Nota: A Ruth fez questão de trazer o marido no seu último adeus, confesso que mesmo depois de morto, ali coberto de flores e esticado me emocionei!


Já me vejo morto no contentor
E as princesas a chorar
Vão ali depositar uma flor
E dar um ultimo olhar


E eu sorridente matreiro
Ali estou todo esticado
Para elas um lindo rafeiro
Que foi o seu namorado

No contentor bem esticado
Com o meu fato domingueiro
Elas choram uma para cada lado
A partida do seu doce rafeiro!



sexta-feira, 13 de junho de 2014

NOITE DE FESTA !




Vou comprar um manjerico
Meto-o na minha janela
Em casa é que não fico
Porque vou sair com ela....
Ela é toda bem cheinha
A familia sabe disso
Ela oferece-me a sardinha
E eu dou-lhe o chouriço.
Comemos em qualquer lado
Temos fogo , temos chama
Vamos ouvir cantar o fado
Na Parreirinha de Alfama.
Autor: jomanell

https://www.youtube.com/watch?v=4eyu8i8Jt8I

Ruas com arcos e balões
Sardinhas na grelha assar
Noite que conquista corações
E um canto que convida amar!
Já vai longe a madrugada
Um café para a ressaca
Um beijo á enamorada
Cada um regressa a casa.
Ele nela fica a pensar...
Ela em casa é que não fico
Ele pensa em a reencontrar
Ela perdeu o manjerico!
Mas a festa continua
Com arquinhos e balões
Os foliões para a rua
A saltar os corações
A marcha vai a passar
Ela é fogo, ela é chama
Não há marcha mais popular
Que a linda marcha de Alfama!
 

segunda-feira, 9 de junho de 2014

NUA NA CAMA!


Nasci filha do pecado

 
 
E no pecado cresci,
Quero esquecer o passado
O passado que vivi.
Tive uma infância perdida
Na infância fui abusada,
Ainda sinto essa ferida
Numa alma atormentada.
Quem foi o abusador
Que me tratou com desdém,
Ele era o grande amor
Que vivia com a minha mãe.
Passei pela infância a correr
Sem nunca ter direito a nada,
Um dia cresci fiz-me mulher
Cansada de ser abusada!
Era a mais bonita da rua,
Eu era fogo, eu era chama,
Todos me queriam nua
Deitada na minha cama.
Dormi com dignitários
Com homens de dinheiro,
Fiz amor com proletários
E sexo com banqueiros.
Tornei-me uma princesa
A mais bela da minha rua,
Mas eu tenho a certeza
Fui apenas uma mulher nua.

Um dia tudo acabou
A beleza foi-se embora,
Uma carcaça ficou
Já ninguém me quer agora.

Deixei de ser mulher nua
Não tenho fogo nem chama,
Agora vivo na rua
Até perdi a minha cama.
Perdi todos os amigos
Que sempre me queriam nua,
Hoje vivo com os sem abrigo
Passo as noites na rua.
Passei pela vida a correr
Não fui bafejada pela sorte
Meu nome de hoje é o sofrer
Minha morada, amanhã será morte!

     



 

sábado, 8 de fevereiro de 2014

POETA OU LOUCO ?


 




Eu sou um pobre louco
Com alma de guerreiro
Como abrigo, o teu abraço
Sou carente de corpo inteiro

Não sou poeta e sou louco
Assim eu sou conhecido
Para recitar tenho voz rouca
Para tocar sou duro de ouvido!

Minha guitarra companheira
Contigo o sonho mais profundo
No calor dos teus braços
Seria conquistar o mundo

Toco a minha companheira
Sempre a quis tocar a fundo  
Este poeta louco insiste
Conhecer a tua parte do mundo

Será o tempo quem confirma
Se a profecia for certa
Quem  sabe se esta carcaça
Não tem  alma de louco poeta?

Guitarra minha companeira
Vou sentir-te bem lá no fundo
Chamas-me poeta louco
Por querer conhecer teu mundo!

terça-feira, 3 de setembro de 2013

HÁBLAME ¡



Háblame de amor
como me hablas de ti
dime que me quieres
como te quiero yo a ti
Yo no se por que te quiero tanto,
yo no se por que cuando te miro
se me nublan los ojos de llanto
y mi pecho exhala un suspiro…
Es que dicen que cuando se quiere
se es feliz entre penas y dolor,
y con gusto mil veces se muere
cualquiera si es por amor.
No busques en la biblioteca,
un libro que hable de amor,
pues el amor es la ciencia,
que nace del corazón,
entonces…
háblame de amor!






 


quarta-feira, 17 de julho de 2013

FOLHA SECA !











Serei eu folha seca?
Não saberei cuidar de ti
Feliz por encontrar
Um amor que já perdi!
Na areia desenho flores
Com os dedos da minha mão
Vejo as pétalas a cair
Destroçando meu coração!
Não as posso levantar
Caíram mas eu não quis
Vejo aqui minha fraqueza
Por ser triste e infeliz!
Serei eu folha seca?
Ou já não tenho coração
Chorando todas as pétalas
Que me escaparam da mão!
Sou folha seca que caiu
Que voa pelo jardim
Soprada pelo vento fugiu
Levou um pouco de mim!
No ar soprado pelo vento
Já sem alma e coração
Sem forças para o lamento
Sou folha caída no chão!

terça-feira, 16 de julho de 2013

A PENA !


Deixei a janela aberta
Para a brisa entrar
Entrou a brisa
E com ela uma pena
Esvoaçava no ar
E não trazia corpo
Amor ou desamor
Talvez uma mensagem
Muda?
O tempo passou
E construí um pombal
Perdi o tempo
E já sem tempo
Para correr
Atrás das pombas
Não sei o que perdi
Nem sei se vou encontrar
Mesmo que a loucura
Me faça gritar
E me obrigue a voar
Fecho os olhos
Deixo-me levar pela brisa
Sinto-me um pássaro
Que voa para a liberdade
Nunca voei como os outros
Tinha sentimentos diferentes
Nostalgia, tristeza, alegria e...
Tudo o que amei
Amei em silêncio
Amei sozinho.




domingo, 14 de julho de 2013

SER FELIZ !


 
 
 
 


Hoje é domingo...Quero levar-te a ver o mar
Sentires o cheiro a maresia
Tu tens coração para amar
Eu sou mistério e poesia
Vejo poemas no teu olhar
Leio o que tens para me dizer
Tuas palavras vou adivinhar
Mesmo sem tua as dizeres
Deixa-me entrar no teu paraiso
Quero saber o que por lá se diz
Do teu ser eu sei que preciso
Desejo apenas ser feliz...

Hoje é domingo...Vejo um mistério charmoso
Vejo um corpo perfeito
Tu és feitiço poderoso
Fico louco e sem jeito
Somos um do outro a companhia
Olhamos o céu e vimos o anoitecer
Sentimos a brisa e o cheiro a maresia
O despontar do sol e o dia a nascer
A noite passou e vi a tua poesia
Baloiçámos como as ondas do mar
Sentimos o cheiro da maresia
Ouvimos o mar a gritar
Hoje é domingo...



segunda-feira, 1 de julho de 2013

BATALHA NUM SONHO!



A meio da noite
Desperto de um sonho
Saio de uma batalha
Procuro aonde se travou
Não me lembro do local
Mas sei que em algum lado
Existe sempre uma batalha!
Sinto o corpo molhado
Apresso-me a ver se estou ferido
Ouço o rufar dos canhões
Vejo que não tenho hematomas
Estou suado e o rufar que ouvi
Eram os carros a passar na rua!
Ainda sonolento lavo a cara
A água está gelada
Definitivamente acordo de um sonho
E vejo ainda que pelo ralo da pia
Se escapam restos de sonhos
De uma batalha que não vivi
Mas que existe em algum lugar!

segunda-feira, 3 de junho de 2013

MENTIRA !



Já não conheço teu rosto
Já não sei quem tu és
Já não conheço teu rosto
És mentira até aos pés

Não posso dizer desgosto
Ao tocar a minha Lira
Já não conheço teu rosto
Já só conheço a mentira

Sei que um dia vais morrer
Teu dia chegará ao fim
Passa depressa a correr
E morre longe de mim

Um dia ao entardecer
Ao tocar a minha Lira
Tu estavas a morrer
Pensei que era mentira

 

quinta-feira, 30 de maio de 2013

AGUARELA !



De manha quando me levanto
Abro a minha janela
Vejo o encanto e com espanto
Uma bonita aguarela.
Moramos frente a frente
Separa-nos a nossa rua
Olha-me sempre indiferente
Despe-se e vejo-a toda nua.
Ou sou eu que a vejo assim
De tanto a imaginar
Sei que não repara
em mim
Nem
sei se quer namorar.
Nunca a vi com alguém
Nem mesmo a passear na rua
Não sei se tem pai ou mãe
Para mim, uma aguarela nua.
Separa-nos a nossa rua
Ela é a minha cruz
Vejo-a deitar-se nua
De seguida apaga a luz.

E eu, deito-me e vejo o luar
A entrar pela minha janela
Adorava poder beijar
Aquela bonita aguarela.
Lá fora está vento e a chover
Ao longe é trovada que ouço
Não consigo adormecer
Talvez esteja a ficar louco.
Ouço uma voz a gritar
E corro à minha janela
A aguarela não podes beijar
Pois não passa de uma tela!
Acordo meio assustado
A lua está a desaparecer
Viro-me para o outro lado
E ouço a chuva a bater.
Ao acordar da minha janela
Ouço o burburinho da rua
Olho e não vejo a tela
De uma aguarela nua.


quarta-feira, 29 de maio de 2013

ABISMO !


 


Espero por ti
Sentado á beira rio
Pensar nos momentos que já vivi
Sem ti , sinto-me só e com frio.

Entrelaço os dedos
Esfrego-os para não ter frio
Na mente todos os medos
Sem ti, sinto-me só à beira do rio.

Gela-se-me  o corpo até ao osso
Sem ti minha alma tem frio
Rezo por ti sempre que posso
Mesmo que seja à beira rio

Mas não gela a minha esperança
Aqui sentado à beira rio
Quero ver o sorriso de criança
E a felicidade que já se viu

Em ti fico a pensar
Sentado á beira rio
Aqui por ti vou esperar
Se aqui não morrer de frio.
 

segunda-feira, 29 de abril de 2013

A CAMA !



 


Era tarde quando me fui deitar, entre quatro paredes cansei de falar com a solidão!
Depois de voltas e mais voltas acabei por adormecer.
Confesso que não te ouvi chegar, mas tenho a sensação que te senti, a cama quente, por momentos passou a estar fria, talvez fosses tu quando te deitaste, o tempo estava de chuva e a noite muito fria. Ali estavas tu, deitada, a cama que antes era só minha, agora  é de nós dois!
Quebraste as barreiras da boa educação, tomaste conta do espaço que era só meu sem me pedires licença e eu que andei a construir uma barreira à minha volta, tu num abrir e fechar de olhos simplesmente a derrubaste.
Dei por mim a flutuar, perdi o medo e esqueci a solidão, o teu olhar deslumbrante, fez acelerar o meu coração, de tão acelerado parecia até um carro de fórmula 1 e o condutor eras tu...
Envolvidos em sentimentos e a flutuar em emoções, senti que me despias a alma, de tanta envolvência fiquei até sem defesas, perdido nas tuas e nas minhas fantasias.
Senti-me envolvido nos teus braços, quis sentir o calor dos teus lábios, saber o que sentia o teu coração e o que tinha a dizer a tua alma, não sei se lhe toquei mas lembro-me que ficaste exausta... Queria ter a certeza de sentir o calor do teu corpo, para distinguir a fantasia da realidade, queria saber-te ali e minha, já que tiveste a ousadia de entrar no meu mundo.
Concordei e aceitei, sei que te desejei, entre o sonho e a fantasia, a realidade é que quando acordei a cama era só minha...

sábado, 9 de fevereiro de 2013

PENSO EM TI !

Quando penso em ti
A minha voz se cala
O coração acelera
Uma lágrima cai
Lembro-me de ti.
Não queria ter saudade
Fazes-me perder o sono
Sinto-me leve e vazio
Adoro voar e ser livre.
Lembro-me de ti e fico em paz
A mente chama por ti
O coração sente em silêncio
Abro as asas e vôo.
A minha alma chama por ti
Cada vez que te não vê
Lá do fundo traz-me saudade
Do sorriso que não esqueço.
Penso em ti no dia a dia
Em cada dia no meio da rua
Caminho sem saber onde vou
Sei que vou por ai, a pensar em ti!



 

domingo, 13 de janeiro de 2013

PEQUENEZ HUMANA !

Ouço o silêncio da noite
Os carros deixaram de passar
Ao longe ouço uma ambulância
E tu não me sais do pensamento
Lá fora está a tempestade
O vento sopra ilusões
De amores desvirtuados
E corações mentirosos
Recordam-se memorias
Que nos ligam ao passado
Se tentamos abrir a porta
Não estamos preparados
Somos paradoxos do destino
Uma analogia dos tempos
Sem encontrar caminho
Gritamos alto sem dizer palavra
Vivemos na estupidez
Não discernimos o bem do mal
A noite sombria escurece
Neste mundo somos apenas miudezas.

DEIXEI DE GOSTAR DE TI !


Chego a casa e já nada te digo
Eu sei que estás à minha espera
Sinto vontade de voltar a sair
Mas preciso que me escutes.
Sente o meu silêncio
A melodia de palavras mudas
Escuta-me com o coração
Sente-me com a alma,
Talvez até tenhas ciúmes

Sabendo que não estamos sós!







A minha atracção é forte
Ás vezes, não me consigo conter
Tenho que a abraçar
Como se fosse a primeira vez,
Quando o faço, nada faço para a largar
Mas tu insistes em ficar a ver!
Falas-me de um futuro que è talvez
Lá longe , acenas-me com o horizonte.
Tudo que era só meu
Vejo-o partilhado contigo,
As noites belas
As estrelas que coleccionei
Falas dos meus poetas
Dizes que também são teus
Pedes-me para voar
E declamar um poema.
Estou cansado de ti
Tu és a minha timidez
Vivo na tua sombra
A qual nunca vi
Vejo apenas a minha.
Faz tempo que vivemos juntos
Gostava de dizer que te amo,
Mas tenho medo que não me deixes!
Não pretendo continuar contigo
Quero ficar só com ela
Contigo sinto-me triste
Ela faz-me alegre e no seu corpo
Posso dedilhar a música de uma balada
Acompanha-me no declamar de um poema
Dedicado à alegria de viver
Para me esquecer de ti...SOLIDÃO.


terça-feira, 1 de janeiro de 2013

GOSTO DE TI !

 
Sempre que posso, fujo para junto de ti!
Seja de verão ou de inverno, estejas revoltado ou não, gosto de estar próximo de ti.
Junto de ti somos todos iguais, até os mais valentões, não passam de meras miniaturas.
Tenho o privilégio de viver a poucos kilómetros do teu reino, sinto-me fazer parte dele ou será que és tu a fazer parte de mim?
Não sei! Sei que me sinto bem quando te vejo, gosto de ver o teu vai e vem, por vezes pareces-me um adolescente, quando vês a praia não fazes mais que te rebolar em cima dela.
Depois de te deliciares, recuas e è nesse instante que muitas vezes ceifas algumas vidas, umas inocentes, outras pecadoras as quais tu não distingues.

São pessoas incautas que estão no lugar errado na hora errada, pessoas que se quiserem podem fazer outro percurso, mas tu não, tu tens as tuas regras em cada uma das vezes que vens a terra, recuas sempre com força, com muita velocidade e quase sempre pelo mesmo sitio!
Mesmo gostando de ti, já me assustaste duas vezes, confesso que fui eu que infringi as regras por não respeitar o teu espaço e por não ter em conta as regras do jogo quando me deixas entrar dentro de ti.
Mesmo assim sinto-me bem, sempre que estou frente a frente contigo, gosto muito de te ver nos dias de inverno, naqueles dias de muita chuva e vento forte, ali frente a frente contigo, ouvir o teu grito forte e a saltares até quase chegares à marginal aonde me encontro, não sei se para me fazeres companhia ou se também tens momentos de solidão?
Ver-te e sentir o teu cheiro, para mim è como uma terapia, nesse momento não me sinto só, junto a ti penso em tudo, nos bons e maus momentos, passo muitas horas junto a ti a olhar-te, a observar cada um dos teus movimentos e até cada uma das tuas boas ou más indisposições, mesmo assim confirmo, por mais que te visite, de dia ou de noite, á mesma hora e no mesmo lugar, tu tens sempre algo de diferente para me mostrares!

Chego até a pensar que estás à minha espera, para me dares conta de todo o mal que te causam ao fazerem de ti um simples contentor do lixo e em ti depositarem tudo o que os homens inventam de mau e perigoso para a natureza.
Tu também tens vida, por isso, tens momentos de calmaria, de angústia, dor e de agitação.
Nos dias em que estás nervoso, deitas grandes bochechos de água para a marginal, é talvez a tua forma de quereres dizer basta!
Eu gostava de te poder valer e ter a solução, para te darem um bom banho, tirarem-te toda a porcaria que tens depositada em ti, até ficares limpo, mas quem o pode fazer não te ouve ou faz orelhas moucas.
Tu comportas-te como qualquer humano, uma força viva da natureza, depois do teu nervosismo e chapiscares a marginal com os teus bochechos de água, depois da tempestade vem sempre a calmaria, a tua doçura, a imensidão, o teu cheiro a tua beleza!
Quero expressar aqui a minha gratidão por fazeres parte da minha vida, ou sou eu que faço parte da tua? Seja de um modo ou de outro o que te quero dizer é que:
GOSTO MUITO DE TI OCEANO ATLÂNTICO.